MUNDIAL DE FUTSAL DE SURDOS 2019

Por Ricardo da Silva (@centralhora19)

Brasil é campeão pela primeira vez no feminino e tem a melhor posição da história no masculino.

Uma Copa para não ser esquecida! O Brasil terminou o Mundial de Futsal de Surdos, disputado em Winterthur (Suíça), com grandes feitos. Entre as mulheres, a inédita conquista do campeonato. Entre os homens, o 7° lugar, melhor em todos os tempos.

No feminino, o título veio no sábado, 16/11, com vitória de 4-0 sobre a Polônia, atual campeã européia. Os gols foram marcados por Laelen Brizola, Vanderleia Barbosa, tento contra e Suzana Alves.

No masculino, a posição honrosa foi obtida um dia antes. Placar de 7 a 5 sobre a Argélia. A competição como um todo começou no dia 08 deste novembro.

A CBDS agradece o empenho de cada participante brasileiro neste Mundial 2019, bem como aqueles que torceram junto com a gente.

Mais sobre o feminino

A conquista do ouro no feminino coroou uma enorme evolução das surdoatletas brasucas no futsal em 8 anos. No 1° mundial que participaram em 2011, o Brasil feminino havia perdido de 23 a 0 para a Rússia e ficado em último lugar. No 2°, em 2015, saiu com um vice-campeonato. E, agora, campeão.

A façanha foi abrilhantada com dois prêmios individuais neste 2019. Laelen, camisa 8 e artilheira da Seleção com 12 gols, ganhou como melhor jogadora do Mundial. E Stefany Krebs, camisa 11, que havia sido escolhida a craque da Copa anterior, venceu como melhor jogadora jovem (sub 21). As canarinhas foram comandadas pelo técnico Vanderlan da Silva e tiveram em Josiane Poleski sua principal capitã.

A campanha das mulheres foi impressionante: vitórias em todos os 6 jogos, com 49 gols marcados e apenas 5 sofridos. Na fase de grupos, 17-0 sobre a sediante Suíça, 7-0 em cima da Tailândia e 11-0 diante da Holanda. Nas quartas de final, o jogo mais duro – 2 a 1 contra o Japão. E antes da final, na semi, 8-4 com a Alemanha.

Vale lembrar que a Seleção Brasileira feminina não contou com apoios públicos, governamentais. As surdoatletas e membros da comissão técnica pagaram suas próprias passagens aéreas. Para uniforme de jogo e alimentação, conseguiram patrocinadores privados: Cavaletti S/A Cadeiras Profissionais e IDOT (Instituto Docusse de Osteopatia). E ainda fizeram vaquinha e rifa para cobrir outras despesas como inscrição, uniforme de passeio e hospedagem de 12 diárias.

Mais sobre o masculino

Os homens tiveram dificuldades, mas conseguiram fazer história com o 7° lugar. Após 2 derrotas no grupo, golearam a Polônia por 7 a 0 e avançaram, pela 1ª vez numa Copa, aos mata-matas.

Nas quartas, veio o revés para a Suécia. Os surdoatletas canarinhos não desanimaram e foram para a disputa de posições, conseguindo superar os resultados de mundiais passados. O artilheiro do Brasil foi Daniel Souza, camisa 6, com 4 gols.

Assim como no feminino, o masculino não contou com apoios públicos e as despesas (passagens aéreas, hospedagem, alimentação, uniforme de passeio e inscrição) saíram dos bolsos de cada um da delegação. Ainda assim, conseguiram o patrocínio da DBServer, empresa de tecnologia da informação, para custos de uniformes de jogo.

Outros apoios que foram importantes na construção histórica da Seleção neste Mundial

Cavaletti S/A: recurso financeiro para uniforme de jogo e alimentação da Seleção Feminina
IDOT: recurso financeiro para alimentação da Seleção Feminina
DBServer: recurso financeiro para uniforme de jogo da Seleção Masculina
Programa Compete Brasília do Governo de Distrital Federal: passagens aéreas para surdoatletas Suzana, Soraia e Ewerton e Clésio (delegedo)
Prefeitura de Conceição do Mato Dentro: recurso financeiro total para surdoatleta Murielly
Star Life Corretora de Seguro e Saúde: recurso financeiro parcial para surdoatleta Thalita